A Ordem dos Farmacêuticos prepara-se para acolher, em Lisboa, entre 7 e 9 de maio, a segunda edição do “Curso de Intervenção Farmacêutica em Emergência e Catástrofe”, uma iniciativa do Grupo Profissional de Farmácia Militar e de Emergência que se afirma como uma das mais relevantes formações nacionais dedicadas à atuação farmacêutica em cenários de crise. Num tempo marcado pela crescente complexidade das ameaças — desde fenómenos climáticos extremos a ruturas súbitas nas cadeias de abastecimento — a capacitação técnica e estratégica destes profissionais assume um papel decisivo na resiliência do sistema de saúde.
Capacitar os farmacêuticos para situações de emergência e catástrofe
Ao longo de três dias intensivos, o curso propõe uma imersão progressiva nos fundamentos, nas práticas e nos desafios operacionais da intervenção farmacêutica em contexto de emergência. O primeiro dia estabelece o enquadramento conceptual, explorando a articulação entre estruturas civis e militares, os mecanismos de proteção civil e os modelos internacionais de resposta humanitária. Este módulo termina com um estudo de caso que convoca os participantes a aplicar, de forma integrada, os princípios debatidos.
O segundo dia desloca o foco para a logística sanitária, área crítica em qualquer operação de emergência. São analisados os circuitos de gestão do medicamento, a organização do Laboratório Nacional do Medicamento e as especificidades da farmácia pré-hospitalar, incluindo a experiência operacional do INEM. A formação evidencia a importância de uma cadeia logística robusta, capaz de garantir continuidade terapêutica mesmo em ambientes altamente disruptivos.
O último dia é dedicado à produção farmacêutica em contexto de escassez, abordando técnicas de manipulação, produção just-in-time, gestão de agentes tóxicos e antídotos, bem como operações de farmácia de campanha, desde gases medicinais à purificação de água. Um exercício final encerra o programa, consolidando competências e simulando a pressão real de cenários de catástrofe.
Com esta iniciativa, a Ordem dos Farmacêuticos reafirma o papel estratégico da profissão na salvaguarda da saúde pública em situações de exceção, promovendo uma cultura de preparação, rigor e serviço à comunidade.
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