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Doenças Crónicas

Carta de Motivação

Queremos envolver todos os colegas farmacêuticos com interesse na intervenção nas doenças crónicas.

Pretendemos fortalecer redes e potencialidades nas várias áreas dos cuidados de saúde, aprimorando uma posição estratégica no acompanhamento de doentes crónicos.

Ambicionamos dotar e motivar farmacêuticos das várias áreas dos cuidados de saúde, capacitando-os tecnicamente através de formação científica de qualidade. Identificar necessidades e dificuldades na intervenção farmacêutica junto dos doentes crónicos com o objectivo permanente de as suprir e ultrapassar.

Todos juntos vamos melhorar a qualidade de vida do doente e reduzir o impacto das doenças crónicas na sociedade.

Missão e Estratégia

Missão :

O que são doenças crónicas?

Segundo a OMS as doenças crónicas são: “doenças que têm uma ou mais das seguintes características: são doenças permanentes, produzem incapacidades/deficiências residuais, são causadas por alterações patológicas irreversíveis, exigem uma formação especial do doente para a reabilitação, ou podem exigir longos períodos de supervisão, observação ou cuidados.”

Qual a pertinência?

Sendo a prevalência tão elevada das doenças crónicas na sociedade, é urgente e necessária uma intervenção do farmacêutico sobre os principais factores de risco destas doenças. As doenças crónicas devem ser colocadas no eixo da atividade dos serviços farmacêuticos de internamento e ambulatório, tanto nos aspectos assistenciais, como nos de investigação e docência.

Qual o nosso objectivo?

Temos como objetivo principal a diminuição do impacto destas doenças no indivíduo e na sociedade.

O Farmacêutico como elemento transversal dos cuidados de saúde está numa posição estratégica para identificar as necessidades e lacunas nesta área e desenvolver uma cultura de avaliação sistemática de resultados

Estratégia :

De acordo com o último relatório da OMS sobre doenças não transmissíveis, não estão a ser feitos os esforços suficientes para reduzir em um terço a taxa de mortalidade prematura por doenças não transmissíveis até 2030.

A secção especializada de Doenças Crónicas considera fundamental a formação contínua e atualização dos farmacêuticos para que possam atingir níveis de excelência no desempenho das suas funções.

Em Portugal as doenças crónicas mais prevalentes são a hipertensão, hipercolesterolemia, alergia, diabetes, dor crónica, depressão e artrose.

Com base na prevalência destas doenças e com o que consideramos serem as maiores necessidades formativas dos farmacêuticos, foi decidido iniciar a nossa intervenção pela hipertensão e insuficiência cardíaca, dislipidemia, diabetes, doenças respiratórias, esclerose múltipla, doenças do foro dermatológico e doenças do foro mental.

Que atividades que nos propomos a desempenhar?

Up to date das guidelines mais recentes das áreas em estudo;

Atualização de conhecimentos em terapêuticas inovadoras;

Melhorar o nível de formação dos farmacêuticos com conferências, masterclass e workshops ;

Inovar no tipo e na organização da prestação dos cuidados destinados a doentes crónicos;

Promover a colaboração dos farmacêuticos com outros especialistas na gestão da doença crónica;

Partilha de experiências e intervenção dos farmacêuticos de cuidados de saúde na doença crónica: farmácia hospitalar, farmácia comunitária, cuidados continuados, clínicas de hemodiálise, cuidados primários e ensino;

Aumentar a presença dos farmacêuticos nos foros de decisão sobre matérias relacionadas com as doenças crónicas;

Envolvimento de associações de doentes;

Desafio: criação de modelo comum de reconciliação farmacêutica e guia de aconselhamento na doença crónica.

Prática e Investigação

O acompanhamento permanente do doente crónico, requer motivação por parte do farmacêutico, no que concerne à atualização de conhecimento sobre seguimento farmacoterapêutico e da sua intervenção profissional, junto deste.

Por outro lado, a multidisciplinaridade do contributo das várias áreas dos cuidados de saúde farmacêuticos, no âmbito da secção especializada, será um incremento, para alcançar o sucesso e actualização contínua.

As competências de investigação, o conhecimento sobre as novas patologias emergentes, evolução do medicamento e dispositivos médicos, assim como o seguimento da evolução tecnológica ligada à saúde, serão peças-chave como método de atualização. A partilha de informação, implementação de protocolos farmacoterapêuticos, associação a estudos científicos, parcerias e colaboração com a academia, serão estratégias para delinear um Up to date das guidelines mais recentes das áreas em estudo.

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